Archive Page 3
Natal e Ano Novo já ficaram para trás, e cá estamos em 2010. Mais uma vez, nada de carros voadores, as mesmas guerras e mesmos problemas de sempre. Mais quente e com mais chuva, talvez.
Passei o Natal com a Iara e a família da amiga Júlia. Também aproveitei para jogar RPG, e ficar descansando. Já o Ano Novo encontrei meus irmãos, minha mãe e outros familiares todos juntos numa casa alugada em Santa Rita do Passa Quatro. Foi massa: fez sol por quatro dias, e tinha uma piscina por lá. Além disso, jogamos Rock Band até virar do avesso. A banda “Os Baratas” não chegou a virar um hit internacional, mas fizemos belos shows!
E agora, de volta a labuta, mas antes, as tradicionais e furadas promessas de ano novo:
- Vou fazer exercícios para não ter mais dores nas costas por conta da hérnia de disco;
- Vou passar no Pró Libras esse ano (faltou 1.3 pontos na segunda fase ano passado);
- Vou voltar a estudar Gerencia de Projetos;
Claro, tem também as promessas não furáveis, como me mudar, me casar, etc. Até, e feliz 2010 a todos!
E estou aqui de volta. Amanhã volto para o trabalho. Nunca foi tão bom tomar um banho! Apesar da viagem de volta não ter sido tão trevas quanto a da ida, o vôo para o Brasil atrasou duas horas, e minha viagem de San Jose – Campinas durou umas vinte horas no total.
Fiquem com a foto que tirei na replica da ponte da Enterprise NCC-1701, no Star Trek Exhibit, que estava acontecendo em San Jose:
Depois do museu, ainda fui assistir o Star Trek novo (do JJ Abrams) em IMAX. O som estava destruidor, a imagem meio grande demais!
Vida longa e próspera a todos, e até!
Estou aqui em Campbell, Califórnia, desde a segunda feira. Eu deveria voltar hoje para o Brasil, mas algumas coisas enrolaram no trabalho, então só saio daqui na terça feira, chegando quarta pela manhã em São Paulo. Está um pouco frio (uns 10 graus) e chovendo sem parar agora no final de semana. Quando cheguei, estava ainda mais frio e sem chuva.
Pra chegar foi um parto. Eu já devia ter ficado esperto e percebido que o tempo entre conexões em Dallas não daria tempo. Enfim, sai de casa no Domingo, as exatas 20h, indo para Guarulhos. Lá, peguei o vôo da American sem problemas, que saiu mais ou menos no horário. Cheguei em Dallas 6:30 da manhã da segunda, horário local. Meu vôo para San Jose, CA, estava marcado para as 9:30. Até o avião estacionar, descermos, imigração, mala (que demorou), mais imigração, security check para entrar no embarque doméstico pã! perdi o vôo para San Jose.
Me colocaram numa lista de espera para o próximo vôo, que saia duas horas depois, do outro lado do aeroporto. Vou pra lá, espero duas horas, cada vez mais desorientado por conta do jet lag. Sou o primeiro na lista de espera. Depois de todos embarcados, a comissária me põe pra dentro do avião. Mal sento na poltrona, e ela volta pedido desesperada que eu saia do avião. Os outros passageiros devem ter achado que eu era algum homem-bomba ou algo assim, mas era só o último passageiro com reserva que chegou, e tive que desembarcar. Damn!
Então me deram uma reserva para Los Angeles, que sairia dali a duas horas. Claro, do outro lado do aeroporto. Fui pra lá, comi alguma coisa, e embarquei. Três horas depois, chego no gigantesco e embarrotado aeroporto de Los Angeles. Aparentemente o mal tempo causou vários atrasos, e estava uma bagunça. Ainda tive que ficar na fila do balcão por uns 20 minutos até conseguir um cartão de embarque para San Jose, via American Eagle, do outro lado do aeroporto.
Agora faltava pouco. Mais uma hora de espera, e o vôo de uma hora e meia me levou até San Jose, na Califórnia, onde cheguei por volta das cinco da tarde, horário local (originalmente, eu chegaria as nove e meia). Já estava escuro, e chovendo, e lá fui eu sem dormir por quase quarenta horas alugar um carro, para dirigir de noite, na chuva, num lugar desconhecido, na hora do rush. Awesome!
Cheguei no hotel uma seis e meia da noite (meia noite e meia no horário do Brasil), exausto, mas feliz de chegar! O hotel é ótimo, aliás. Nos quatro dias seguintes, saio de manhã para o café e para o local de trabalho por volta das oito e meia, e chego entre sete e oito da noite, mas o trabalho rendeu bastante, e o pessoal daqui foi super simpático e atencioso.
A Califórnia me deu uma impressão muito diferente da semana que passei no Texas. Pelo menos aqui na região do Vale do Silício, as pessoas são mais magras, os lugares são mais bonitos, parece ter mais transporte público, etc. É bacana também dirigir por aí e ver os nomes dos lugares famosos da alta tecnologia: Cupertino, Mountain View, Sunnyvale, Palo Alto (Stanford!), e por aí vai. Ontem fui conhecer a sede da Apple, na 1 Infinite Loop, bem massa.
Como tenho o final de semana livre, vou ver se para de chover um pouquinho para eu ir dar umas voltas. Meu plano era ir até San Francisco, mas com essa chuva nem vale a pena. Tem um museu de tecnologia em San Jose que dá pra ir mesmo chovendo. Vamos ver.
Quarta devo estar de volta. Infelizmente meu celular não está funcionando, então não vai ter fotos. Mals.
Até!
E estive nessa sexta no maior show da minha vida: AC/DC, com mais setenta mil pessoas, no estádio do Morumbi.Experiência única e inesquecível, que vale a pena citar os detalhes.
Saímos numa van aqui de Campinas, em catorze pessoas, a maior parte delas funcionários da Tectoy Digital, onde trabalha o Brunão. Já em clima de rock’n'roll, partimos para enfrentar o trânsito de sexta-feira em São Paulo. Depois de vencida a jornada com muita paciência, descemos e fomos nos aproximando do estádio à pé. Eu nunca tinha ido no Morumbi antes, e me impressionei com a quantidade absurda de gente vestida de preto por todos os lados. Parecia um encontro de RPG, mas com menos garotas.
Do lado de fora as nuvens escuras preparavam a maior chuva do século. Garanti uma capa pra mim, enquanto a gente dava a volta no estádio procurando a entrada para as arquibancadas laranjas. Entramos no estádio exatamente no momento que começou uma chuva torrencial, mas ficamos embaixo das arquibancadas esperando melhorar. A chuva passou depois de dez minutos, e graças aos deuses do rock, não iria mais voltar.
Entrar no estádio é uma emoção à parte, é a mesma sensação de entrar num coliseu romano. A grandiosidade, o mar de pessoas, as luzes e tudo mais te deixa minúsculo. As arquibancadas tinham uns bons cinco centímetros de água em cada degrau, e fomos nos espremendo e escalando por um lugar. Eu estava preocupado em conseguir me encontrar com a Iara, já que fomos separados, no meio daquela multidão. E aí as luzes se apagaram, para a abertura do Nasi e sua banda, que tocou algumas músicas próprias, mas já veio rendido aos gritos obrigatórios de “Toca Raul” com “Sociedade Alternativa”.
A luz voltou, a Iara miraculosamente encontrou a gente, e depois de mais algum tempo, estávamos no mundo do rock. Um clipe alucinado de demônios e gostosas num trem desgovernado que termina numa explosão e uma locomotiva gigante no meio do palco é o prelúdio de duas horas do mais puro e clássico rock. E no intervalo entre Back in Black e Thunderstruck, aproveitei para tirar o anel de noivado do bolso e pedir, oficialmente, a Iara em casamento. Ela chorou litros, mas já estava com os olhos secos e sorriso no rosto quando Angus Young começa seu strip-tease em The Jack.
O Brunão teve a péssima idéia de ir no banheiro e perdeu Brian Johnson correndo os 120m de palco na direção do sino gigante com o símbolo da banda para o início de Hells Bells. O estádio quase vem abaixo depois com a sequencia de hinos, como Highway to Hell, T.N.T., You Shook Me All Night Long e Let There Be Rock, com solos infinitos de Angus, que nem parece um cinquentão. No bis, For Those About to Rock (We Salute You), com direito a muitas explosões e queima de fogos no final. Saí do Morumbi cansado, sem voz, com um sorriso no rosto e, pudera!, noivo.
Com esse show, somado ao Bridges to Babylon dos Rolling Stones em 1998, posso dizer que a veia do rock estará pulsando por ainda muitos carnavais.
We Salute You!




